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28 de janeiro de 2014

Resenha: Trilogia da Fundação #1: Fundação - Isaac Asimov


Sinopse:
   O Império Galático possui 12 mil anos. E possui pujança, grandeza e estabilidade. Ao menos em sua fachada. Mas ele está em pleno declínio, lento e gradual. E, no final, culminará com uma regressão violenta da sociedade e a consequente destruição do conhecimento. Preocupados com isso, um grupo de cientistas traça um plano pela preservação do conhecimento adquirido. Vencedor do prêmio Hugo, como a melhor série de FC de todos os tempos, este é o livro inicial da Trilogia da Fundação.

Opinião:
   Desde os tempos imemoriais o homem imagina o desconhecido e o descreve baseado em suas suposições, nos séculos passados o oceano era fonte de indagações da mente humana. A literatura da época está carregada de viagens marítimas, verdadeiras epopeias vividas pelos intrépidos marujos que em meio à vastidão de água enfrentavam os mais terríveis monstros e descobriam lugares exóticos de beleza luxuriante e embriagadora. Porém os anos se passaram e o mar foi conquistado e mapeado. Então os olhos dos homens se voltaram para os céus, ou melhor, para as estrelas. Nascia à ficção científica e entre seus nomes mais fulgurantes se encontra Isaac Asimov criador do termo "robô" e das tão famosas três Leis da Robótica. Sua obra prima é a Trilogia da Fundação uma fantástica saga no espaço que se passa doze mil anos no futuro do nosso tempo, ganhadora das maiores condecorações na ficção cientifica: os prêmios Hugo e Nebula.
   As edições mais antigas do livro traziam os três volumes em uma única encadernação, a Editora Aleph responsável por essa nova publicação a dividiu em Fundação, Fundação e Império e Segunda Fundação e trouxe toda sua qualidade gráfica inerente às publicações do gênero que conduz com uma fonte e papel agradáveis aos olhos a leitura se torna mais fácil, mas não menos complexa. Para entender todo o contexto criado por Mr. Asimov é preciso uma leitura atenta e pausada e as ideias expostas requerem reflexão, misturando história, política, sociologia e muito mais Fundação se torna um desafio aos leitores sci-fi que se eleva a um novo patamar literário após essa experiência. O estilo narrativo pode causar uma sensação estranha no começo, pois o personagem central da trama é a própria Fundação e os papéis humanos são passageiros, não há tempo para o leitor se apegar a determinada pessoa, pois sua participação ocorre apenas em um momento de crise, após a resolução o enredo avança vários anos mostrando os resultados das ações e gerando novos problemas aos novos protagonistas.
  Após milênios de expansão o poderoso e grandioso Império Galático se encontra em seu ápice. Um império que conquistou vinte milhões de sistemas solares. No centro dessa imensidão de estrelas encontrava-se o planeta imperial Trantor.  Um mundo inteiro coberto por uma cidade que tinha apenas uma função; administração, um propósito, governo e um bem manufaturado; a lei. Era possível caminhar ao redor do planeta todo sem ao menos ter um vislumbre do céu, sem nenhuma produção Trantor era abastecida por outros planetas agrários que existiam apenas para alimentar a sua população de mais de 40 bilhões de almas.  Porém essa sociedade estava se enfraquecendo e um cientista previu tudo isso.
  Hari Seldon era um matemático brilhante, utilizando as leias da física ele criou a psico-história, uma ciência capaz de prever o futuro a partir das reações de uma grande multidão através dos números. É difícil prever como uma molécula de gás irá se comportar estudando-a unicamente sozinha, mas se estudar o gás como um todo se pode entender e prever o que ocorrerá em determinados ambientes. Assim sendo Seldon conseguiu prever o declínio do império que traria consigo uma assombrosa idade das trevas que duraria séculos e séculos até uma nova sociedade começar a timidamente se reerguer das cinzas ainda fumegantes das guerras. Todo o conhecimento seria perdido. Suas previsões indicavam que era tarde demais para deter o processo, mas era possível diminuir o tempo entre queda e ressureição do império de modo que surgia assim a Fundação. Com intuito de preservar o saber e preparar o terreno para a ascensão de um poderoso Segundo Império.
   O primeiro livro da Trilogia Fundação é formado por contos que são espaçados no tempo, às vezes anos e até décadas, um dos outros sendo essa uma das principais características da série, além do modo inteligente de Mr. Asimov de colocar o leitor desamparado em meio a personagens e seu contexto de espaço tempo desconhecidos de modo que obriga a quem está lendo relacionar os acontecimentos e ramificações que unem a trama das estórias, pois os períodos históricos só são compreendidos com clareza quando já passaram e não durante sua ocorrência. Um clássico definitivo e obrigatório aos leitores de ficção cientifica.

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (10/10 Caveiras) 

2 comentários :

  1. To entrando na terceira parte da trilogia e só posso dizer que é realmente sensacional.

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  2. Eu estou na metade de Fundação e Império e tenso com os acontecimentos, Isaac Asimov escreve muito bem, curioso para conhecer A Segunda Fundação

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