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16 de julho de 2015

Resenha: Joyland de Stephen King


“Uma das histórias mais bem escritas de King... Profunda, divertida, cheia de reviravoltas, despretensiosa e, por fim, arrasadoramente triste.” Entertainment Weekly

“Intenso e cativante... A narrativa promissora e a montanha-russa emocional na vida de um rapaz fazem de Joyland um prêmio que vale todas as suas fichas.”  USA Today

Sinopse:
   Em 1973, o universitário Devin Jones começa um trabalho temporário no parque Joyland, tentando superar o término de um namoro. Mas é outra garota que acaba mudando seu mundo para sempre: a vítima de um serial killer. Linda Grey foi morta no parque há anos, e diz a lenda que seu espírito ainda assombra a cena do crime. Não demora para que Devin embarque em sua própria investigação e, paralelamente a isso conhece Mike, um menino com um dom especial e uma doença grave. O caminho de Mike cruza com o da investigação e consequências imprevisíveis estão para acontecer.


Opinião:
   Stephen King é um grande fã de ficção policial e Joyland é sua segunda incursão ao gênero, a primeira foi The Colorado Kid ainda sem tradução oficial para o português, ambas publicadas pela Hard Case Crime, editora especializada em novelas de crimes e mistérios. Joyland é dedicada a Donald E. Westlake (O Corte), um de seus autores policiais favoritos, seu estilo de escrita, simples e recheado de truques que surpreendem o leitor, foi homenageado ao longo das páginas. Westlake também foi um escritor prolífico e era reconhecido pela gama de pseudônimo sob os quais publicava os mais diversos gêneros, um especial, Richard Stark, serviu de inspiração para King quando este decidiu trilhar os mesmos caminhos e dar vida ao famigerado Richard Bachman e mais tarde ao criar o vilão George Stark de A Metade Negra. Em Joyland Stephen King seguiu a mesma fórmula de Westlake, um personagem carismático e as vezes ingênuo, uma trama que faz uma incursão detalhada a um cenário tipicamente americano e um mistério a primeira vista insolúvel. 
   Joyland é um parque de diversões antigo e como qualquer lugar do gênero na América possui suas histórias assombradas, anos atrás uma garota foi assassinada em um de seus brinquedos, o trem fantasma. O caso ganhou grande repercussão na mídia por evidenciar o modus operandi de um serial killer que agia em feiras e parques, sempre seduzindo jovens que impreterivelmente eram encontradas com as gargantas cortadas. A polícia jamais conseguiu capturar o assassino. Segundo a lenda que o espírito da garota ficou aprisionado no brinquedo, vários funcionários alegam já ter visto seu fantasma, e espera a solução de seu assassinato para finalmente poder descansar em paz. É essa a estória que recebe Devin Jones em seu emprego de verão em Joyland, com o coração partido ele busca não apenas dinheiro, mas algo que o distraia de sua triste realidade e encontrará no parque de diversões uma lição de vida que irá mudá-lo para sempre. 
   Se você espera um livro de horror com a pegada tão conhecida de Stephen King é melhor escolher outro título, Joyland é uma história de mistério em que o sobrenatural é apenas mais um componente do cenário, um sútil sopro gelado em uma noite quente de verão. Joyland fala sobre o primeiro amor e em como sua perda nos modifica, a amizade e seu poder superior ao tempo quando a questão é a cicatrização de feridas e sobre os vinte e poucos anos, quando nos sentimos invencíveis e acreditamos poder mudar o mundo apenas com nossos sonhos. É uma leitura emocionante que evoca os fantasmas nostálgicos dos livros de Stephen King tanto pela época em que se passa a estória, meados dos anos setenta, como pelo desfecho que certamente arrancará lágrimas dos leitores constantes. Joyland é um livro pequeno, mas que possui uma estória com um grande coração, Stephen King é dos poucos autores que conseguem transformar situações corriqueiras em acontecimentos fascinantes e assustadores que são amarrados habilmente em um laço inquietante de verossimilhança. O que você encontrará em Joyland não é terror, mas sim um mistério emocionante imerso em uma camada de tristeza e adocicado por uma dose de nostalgia.


Nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (10/10 Caveiras)

7 comentários :

  1. Cara, esse final da resenha matou.
    Comprei na pré-venda e estou surtando com a espera. Só vai ser lançado dia 19, e faz semanas que comprei, rsrs. Dá pra imaginar meu desespero??
    Vi sua resenha e me pergunto: "Por que o meu não chega logo???

    Adoro essa coisa de policial com mistério e suspense. E ainda tem um toque sobrenatural... Vou morrer aqui!!!

    Bjks

    Lelê - http://topensandoemler.blogspot.com.br/

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  2. Olá, seu blog é incrível...

    Sou super fã do gênero e do grande mestre King. Estou super ansiosa para ler essa obra, ainda mais depois dessa ótima resenha.
    Gosto muito de suspense policial, por isso acho que irei adorar essa obra.

    Beijokas da Quel
    http://literaleitura2013.blogspot.com.br

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  3. Eu esperava por um livro de terror e suspense, mas me deparei com uma história muito humana. Como comentei no meu blog, é um livro sobre como as pessoas lidam com a perda. Não era o que eu esperava, mas não foi decepcionante, pelo contrário, é uma obra comovente.
    http://porquelivronuncaenguica.blogspot.com.br/2015/07/joyland-stephen-king_14.html

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  4. Assino embaixo o que o Ronaldo comentou acima. A impressão que tive do livro foi a mesma. Ótimo livro mais uma vez do meste King. Li por volta de 16 livros do King até agora e por enquanto gostei de todos. Tomara que continue assim !

    bomlivro1811.blogspot.com.br

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  5. Esse livro é mesmo incrível e a leitura é tão gostosa que você acaba esquecendo da ansiedade em saber quem é o vilão ou algo assim.
    Adoro histórias de terror e seu blog dá medo kkkkk Já seguindo!
    Abs!
    http://ohqueridavalentina.blogspot.com.br/

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  6. Caraca que livro Incrível, o mestre King está mostrando seu lado Clássico policial, deixo minha dica aqui, quem tem interesse em ler algo mais suave do mestre Stephen recomendo Lisey's Story (Love), e pra quem quer visitar um pedaço do inferno indico Desperation (Desespero).

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  7. Excelente leitura. Não se podia esperar outra coisa do fantástico. E. King. Narrativa perfeita e final impecável. Recomendo.

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