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15 de outubro de 2014

Resenha: Damien: A Profecia II de Joseph Howard


Sinopse:
   NUMA ESCAVAÇÃO arqueológica em Israel um famoso arqueólogo contempla, horrorizado, um painel subterrâneo que prova que ele não está louco... Embora desejasse estar, para o bem do mundo. NUMA ESTRADA DESERTA DO MEIO OESTE AMERICANO uma linda fotógrafa tenta se livrar das garras implacáveis e do bico mortal de um imenso corvo negro... NA MANSÃO DE UM MILIONÁRIO PERTO DE CHICAGO uma velha desesperada faz um ultimo esforço para derrotar o adolescente de aparência angelical que está a caminho de conquistar um poder sem paralelos... A MAIS TERRÍVEL DE TODAS AS PREDIÇÕES: A CHEGADA DO ANTICRISTO SE CONVERTE EM REALIDADE.

Opinião:
   A Profecia se tornou um dos clássicos da literatura de terror por abordar de maneira inovadora, para a época, além de explorar mais profundamente a discussão que Ira Levin começou com O Bebê de Rosemary, sobre o nascimento do Anticristo na Terra. David Seltzer foi responsável pelo roteiro do filme e por sua versão literária, que é muito mais que uma simples novelização já que o autor alterou pequenos detalhes e construiu novas nuances para dar mais agilidade e complementar à trama. Em meados da década de setenta, a conspiração satânica alcançou seu auge em todas as mídias, assim como os Illuminatti são a fonte de mistério da atualidade, seitas e cultos demoníacos eram premissas que vendiam livros, exemplos disso são Cerimonias Satânicas de T.E.D. Klein, O Diabo Nunca Dorme de Daniel Rhodes e A Sentinela de Jeffrey Konvitz.
   Damien: A Profecia II foi lançada nos cinemas dois anos após seu antecessor em 1978, o trabalho de novelização não foi levado tão a sério, é uma adaptação mais direta do roteiro que prima pelos diálogos e conversações e explora muito pouco a ambientação ou os próprios personagens, o resultado é uma grande perda de qualidade narrativa, ao invés de assustar com seu clima sombrio como o primeiro livro, a obra se torna bastante descartável apenas conseguindo manter a atenção do leitor por seu suspense e por algumas cenas gore em que o mal toma a forma de um corvo. A autoria do livro é assinada por Joseph Howard, provavelmente um pseudônimo adotado por algum dos três roteiristas, Harvey Bernhard, Stanley Mann (mesmo cara que junto com Stephen King adaptou A Incendiária para o cinema) e Mike Hodges na hora de transformar a história em romance. David Seltzer o autor original da história ao ser convidado para escrever uma continuação se negou a participar do projeto alegando que não queria produzir mais sobre o assunto, na época estava escrevendo roteiro e novelização do filme A Semente do Mal.
    Damien: A Profecia II se inicia sete anos após o dramático desfecho do livro anterior, o protagonista não é mais uma criança que não possui conhecimento de seu poder, muito ao contrário, ao entrar na adolescência Damien percebe que não é como os outros jovens de sua idade, há uma grande rede de pessoas que parece o seguir e garantir que ele se sinta satisfeito e aqueles que de alguma maneira começam a suspeitar de sua verdadeira identidade são logo eliminados em mortes extremamente cruéis e enigmáticas. O mal se manifesta em forma física através da figura sinistra de um corvo, perseguindo aqueles que planejam matar e revelar quem é o Anticristo e sua atuação é bem mais direta e presente que às das forças do bem, que mesmo diante de todo o rogo agonizante das vitimas não interfere fisicamente em nenhum dos acontecimentos.
   É um livro bastante indicado para os leitores iniciantes, principalmente jovens que querem ler livros de terror e se assustar. Na minha primeira leitura Damien me causou muito mais fascinação que agora, anos e várias batalhas contra monstros de outras histórias depois, alguns livros conseguem dialogar muito melhor com os leitores se forem lidos em determinadas épocas de vida, querendo ou não isso influencia muito. A Profecia II mostra o lado mais humano de um adolescente que está numa fase de descoberta tanto de si mesmo como de seus poderes como filho do demônio. Uma leitura nostálgica.

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (8/10 Caveiras)

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