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17 de junho de 2014

Resenha: A Saga do Mago #3 Espinho de Prata de Raymond E. Feist


Sinopse:
   Durante quase um ano, a paz reinou nas terras encantadas de Midkemia. Porém, novos desafios aguardam Arutha, o Príncipe de Krondor, quando Jimmy, a Mão - o mais jovem larápio do Zombadores, a Guilda dos Ladrões - surpreende um sinistro Falcão Noturno prestes a assassiná-lo. Que poder maléfico fez com que os mortos se levantassem para combater em nome da Guilda da Morte? E que magia poderosa poderá derrotá-los? Mas primeiro o Príncipe Arutha, na companhia de um mercenário, um bardo e um jovem ladrão, terá que fazer a viagem mais perigosa da sua vida, em busca de um antídoto para o veneno que está prestes a matar a bela Princesa no dia do seu próprio casamento.

Opinião:
   Espinho de Prata a continuação da Saga do Mago escrita por Raymond E. Feist surge como um divisor de águas para a série, pois seu tom narrativo é completamente diferente de seus antecessores, há uma inversão de protagonistas de modo que a primeira metade do livro se resume a uma criação de personalidade para os personagens secundários de Aprendiz e Mestre, além de a trama se passar em um tempo menor. A escrita do autor é envolvente, a mesma que conquistou os fãs nos volumes anteriores, mas em Espinho de Prata o ritmo de leitura demora se desenvolver, as primeiras páginas em comparação com a ação dos outros livros são tão efêmeras e banais que a leitura se torna um pouco maçante. Em contrapartida a segunda metade reacende a chama da saga com mais ação e aventura.
   O livro tem como função ser um pilar sobre qual novos acontecimentos abalarão a recente conquistada paz de Midkemia, assim como um segundo volume de uma trilogia, suas páginas são um solo fértil no qual as sementes de um mal antigo, que se aproveitou da Guerra do Portal para adentrar o mundo de Pug, desenvolvem raízes que infectam o mundo de Pug alcançando as raças de elfos negros e goblins chegando a tocar até mesmo mercenários e ladrões. Uma grandiosa batalha parece ser iminente e sua mancha pálida obscurece os céus com presságios e visões que deixam os religiosos exaltados. Esse mal se manifesta de uma maneira horripilante, através da possessão de corpos de soldados mortos, que dão forma seu macabro exército, que não sente golpes de espada, fome ou cansaço, inimigos mortais de soldados em guerra, e só podem ser vencidos por magia igualmente poderosa ou por seus corações serem arrancados de seu corpo, evitando assim que se levantem continuamente após um golpe mortal.
    Jimmy, a Mão é um dos personagens que passa de secundário a protagonista, apesar de ser cativante é cansativa a forma como Raymond Feist tenta sempre colocá-lo como prestativo e inteligente, obliterando as personalidades de outros já conhecidos como Martin, Arutha e Lyam. A história de Espinho de Prata se passa apenas um ano após a conclusão de Mago Mestre mas mesmo assim muitas mudanças ocorreram em Midkemia, principalmente com relação aos moredhel. As invasões tsurani causaram um êxodo em massa da Irmandade da Senda das Trevas, que migraram de suas terras ao sul para o norte gelado onde uma variação da raça de elfos negros vive, essa mudança ocasionou novas alianças entre clãs e chefes tribais e o resultado foi um assustador e gigantesco exercito negro, comandados pela figura obscura de Murmandamus.
  As Trevas de Sethanon é o quarto volume que concluirá a Saga do Mago e a promessa deixada pelas páginas finais de Espinho de Prata é a de um livro gigantesco que trará batalhas maiores ainda, glorificando heróis e criando sua própria cota de nomes, com feitiços e magias que despertarão os poderes ocultos e tão antigos quanto à raça dos elfos. Espinho de Prata é um bom livro, não chega a ser tão empolgante como os outros volumes da saga mas sua leitura é divertida e entretém o leitor. Boa Leitura! 

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (9/10 Caveiras)

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