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19 de fevereiro de 2014

Resenha: The Walking Dead: A Queda do Governador - Parte Um - Robert Kirkman e Jay Bonansinga


Sinopse:
   Após conquistar milhões de fãs ao redor do mundo e vender mais de 200 mil exemplares apenas no Brasil, a franquia de zumbis mais celebrada da década está de volta. O terceiro - e último - livro, The Walking Dead: a Queda do Governador promete contar em detalhes o destino desse que é o personagem mais controvertido em um mundo dominado por mortos-vivos. Com seu senso doentio e muito particular de justiça, ele força prisioneiros a lutarem contra zumbis em uma arena, para delírio dos moradores entediados.
   No primeiro volume, A Ascensão do Governador, descobrimos como ele se tornou esse homem e qual a origem de suas atitudes extremas. Já no segundo, O Caminho Para Woodbury, acompanhamos suas interações com os moradores. E do que ele foi capaz para que a cidade murada fosse um local seguro no qual as pessoas pudessem viver em paz em meio ao apocalipse zumbi. E do que um grupo de humanos errantes é capaz para alcançar esse aparente paraíso.
   The Walking Dead: a Queda do Governador dá continuação à história de ação e horror. Personagens icônicos das tirinhas que deram origem à série de TV, como Rick, Michonne e Glenn vão finalmente fazer sua estreia no palco do pesadelo zumbi. E fãs poderão vê-los sob uma nova e assustadora luz.

Opinião:
    Dois anos se passaram desde que o apocalipse e a praga de zumbis devastou a sociedade como a conhecemos, nas ruas a destruição é pontuada por gemidos caóticos de criaturas esfarrapadas cuja forma deturpada lembra seres humanos, lojas e outros estabelecimentos foram saqueados até a ultima migalha e a natureza se recupera dos anos de destruição invadindo as cidades e rodovias. A grande maioria dos livros de mortos-vivos se focam na destruição e no caos que advém da descoberta do fim do mundo, toda a carnificina é descrita em toda a sua magnitude, porém poucos se aventuram em seguir em frente, quando a poeira abaixa, os corpos podres aos milhões caminham pelas ruas e o que sobrou da humanidade tenta se reestruturar. Os anos de evolução industrial e tecnológica caem por terra, uma nova idade das trevas surge no horizonte, o mesmo êxodo populacional em direção aos campos despovoados torna a acontecer, assim como a ascensão de ditadores. Assim como O Governador, Philip Blake.
    Woodbury está diferente da cidadezinha do segundo volume. Um sentimento atávico de sobrevivência cresceu entre os moradores, a sociedade regrediu aos tempos feudais seguindo cegamente a ordem de um líder, qualquer um que lhes garantisse proteção e alimento, a justiça passou a conter leis mais simples tendo como morte e expulsão do grupo as punições de maior relevância, o dinheiro perdeu seu valor e artigos simples no mundo pré-praga se tornaram a nova moeda de troca. Philip soube aproveitar esse novo cenário a seu favor, com seu carisma de líder inato e seu tato em fazer o que tem de ser feito independente da moral, conseguiu segurar as rédeas do desespero e criar um bolsão de vida em meio à destruição. Um lugar perfeito e seguro. Uma comunidade valorosa e unida em torno do bem comum. Isso é... Até se olhar mais de perto e ver que o apodrecimento dos cadáveres não foi a única putrefação resultante do apocalipse, alguns homens tiveram suas almas infectadas, apesar do corpo não revelar, são criaturas mais sanguinárias que os mortos vivos. E muito mais perigosas, pois a doença não pode ser vista em sua superfície.
   A Queda do Governador é o livro mais brutal da série por essa e muitas razões, viver diariamente com a morte rondando cada segundo de sua vida produz uma mudança radical na mente das pessoas, conviver com o horror o desmistifica e atitudes antigamente consideradas cruéis e impensáveis se tornam aceitáveis, mesmo que sob vista grossa. As páginas do livro estão recheadas de questões morais, que servem como fonte de indagações e reflexões, até onde a sobrevivência justifica o assassinato, seja ele por vingança ou conflito de interesses, estupro, tortura? O conceito do apocalipse é muito bem explorado e dissecado não apenas pela ótica do fim da civilização e da tecnologia, mas também de todas as amarras sociais, leis e modelos de repreensão, que impediam os sociopatas e psicopatas de agir livremente.
   A principal preocupação do leitor ao ler A Queda do Governador é: após o final da terceira temporada da série de TV e a conclusão do arco do Governador, o livro trará a mesmas cenas e acontecimentos? A resposta é não.  Os autores conseguiram imprimir mais maldade e crueldade nas páginas do que a televisão conseguiria, as cenas finais de tortura são repulsivas e possuem uma qualidade chocante que talvez só Clive Barker em sua insanidade conseguiria reproduzir. Um livro de leitura rápida e tensa que vai prender sua atenção até as páginas finais e fazer ansiar vorazmente pela Parte II e a consequente conclusão da história do Governador. Boa Leitura!

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (9/10 Caveiras) 

3 comentários :

  1. meeew, tô mto ansiosa pra ler esse livro 3. Adorei tua resenha, eu fico tentando me colocar no lugar dos personagens, vê gt morta a cada dia, lutar pela sobrevivência e não virar zumbi rsrsrs
    http://torporniilista.blogspot.com.br/

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  2. Quando vai sair a segunda parte dos melhores livros de 2013?

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  3. Parabens, ótima a resenha... tô com ele aqui na minha estante aguardando pra ser lido, e vai ser agora!

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