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26 de dezembro de 2013

Resenha: Natal Negro - Thomas Altman


Sinopse:
   No pequeno município de Murdock, Nova York, crianças anunciam a chegada do Natal entoando cânticos pelas ruas estreitas, em meio às casas emolduradas pela neve. Mas acontecimentos terríveis transformam aquele momento mágico num verdadeiro espetáculo de terror: no intervalo de algumas horas duas jovens são assassinadas, deixando confuso o xerife Bud Dunsmore. Ambas mortas por treze golpes certeiros... Que macabro recado estaria dando o assassino?

Opinião:
  Natal Negro faz parte da Coleção Mestres do Horror e da Fantasia publicado por aqui na década de noventa, escrita pelo desconhecido Thomas Altman, uma grande aposta da Editora Francisco Alves, o livro surpreende por seu desfecho com uma trama imersa em um clima de suspense e horror, não se chega a se comparar aos clássicos do gênero, mas dá uma boa leitura devido ao seu tamanho pequeno e escrita viciante. Altman possui ainda mais dois livros em português, A Noiva da Maldição e o Beijo do Terror e seu tema preferido é a loucura humana e a demência, intercalando a narrativa normal com pequenos lapsos da mente doente do assassino ele consegue criar todo um ambiente de densidade psicológica, levando o leitor a perseguir suspeitos junto ao protagonista com a mesma ânsia de conhecer o autor das atrocidades. O autor trabalha na linha do mistério deixando a identidade do criminoso para ser revelada apenas nas ultimas páginas.
   Bud Dunsmore é o xerife da pequena cidade de Murdock, um local tranquilo onde os moradores se sentem em segurança e possuem confiança o suficiente na comunidade para dormir sem trancar portas e janelas. Bud está chegando a sua própria crise de meia idade, em um casamento afundado insiste em trocar farpas com a esposa, seu afeto se divide entre sua filha adolescente e sua amante, não muito mais velha que sua filha. A vida parece seguir seu curso natural na cidade, o Natal se aproxima e enfeites brilhantes já cobrem as janelas, músicas típicas dessa época também podem ser entreouvidas, porém um grito ultrapassa o som do jingle bells. Um grito feminino de puro pavor, gerado nas profundezas animalescas da garganta humana. Uma jovem garota é brutalmente assassinada com golpes de machado e o assassino deixa claro que essa sua única vitima. Bud chega à cena do crime e seu coração dispara, há mais de vinte e cinco anos não havia um crime deste tipo por ali, o medo apenas aumenta a medida que o tempo passa e mais uma vitima é feita. Ele começa a crer que o assassino quer atingi-lo diretamente, há algo nas mensagens que deixa que...
   Thomas Altman possui uma escrita leve e descontraída, Natal Negro pode não ser seu melhor trabalho, mas consegue prender a atenção do leitor até as páginas finais. Possui o típico formato que os suspenses da década de oitenta apresentavam, uma história pequena e rápida que se passa em um determinado período de tempo, quase nunca ultrapassando uma semana, na qual a paz de uma pessoa ou cidade é alterada pelo horror. A preocupação do autor nesses casos era a de relatar vividamente os acontecimentos de modo que a construção dos personagens, excluindo o protagonista, era relegada a segundo plano. Uma ótima opção de leitura de fim de semana. O livro não possui conexão alguma com os filmes de terror homônimos.

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (8/10 Caveiras) 

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