Hemeroteca do Terror I | Curiosidades sobre a memória da literatura de terror no Brasil - Biblioteca do Terror

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Hemeroteca do Terror I | Curiosidades sobre a memória da literatura de terror no Brasil

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Em minhas buscas por livros e coleções para a Estante dos Livros Esquecidos em jornais e periódicos antigos sempre me deparo com várias curiosidades e informações interessantes sobre a literatura de terror no Brasil, infelizmente esquecidas e desconhecidas por estarem perdidas em meio a um grande oceano informacional. A ideia para o Hemeroteca do Terror surgiu exatamente com o intuito de trazer essas informações à tona, com um tom descontraído e informativo. Em uma biblioteca tradicional, a hemeroteca, é uma seção destinada a conservação e preservação dos periódicos da mesma.

Dessa forma a hemeroteca do Biblioteca do Terror será destinada a desencavar matérias, curiosidades e notícias de jornais antigos em busca de pontos interessantes que nos deem uma nova visão sobre a recepção de determinado livro na época de seu lançamento, as estratégias de marketing e até mesmo respostas para entender o motivo de determinados autores terem sido abandonados pelas editoras. Esta primeira edição é um teste para ver a recepção de vocês, se gostarem dessa nova seção darei continuidade as publicações.

Os Gêmeos de Thomas Tyron foi bestseller em 1972

A edição de sábado de 29 de abril de 1972 do Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, trouxe uma lista dos livros mais vendidos nos estados brasileiros, com destaque para São Paulo onde o clássico Os Gêmeos de Thomas Tryon, hoje considerado raro, estava listado. É uma nota interessante pois prova a existência de um público leitor e apreciador de terror na época, o  livro fez sucesso muito antes da estreia de sua adaptação, A Inocente Face do Terror, nos cinemas nacionais. Atualmente o livro está fora de catálogo até de sebos virtuais, de vez em quando aparecem edições cujos menores preços chegam a sessenta reais, uma curiosidade que pode ser vista no mesmo jornal, na edição de 25 de março de 1972, é o preço de lançamento do livro Cr$ 16,00.

O Jogo da Perdição de Clive Barker

Propaganda publicada no Jornal do Brasil em 26 de agosto de 1989 promovendo o primeiro lançamento de Clive Barker no Brasil: O Jogo da Perdição, destaque da editora Civilização Brasileira na IV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro.

Pirataria na época do Exorcista em 1974

Brasileiro não perdoa nem o próprio Diabo, uma nota publicada pelo Diário de Pernambuco em 30 de maio de 1974 mostra que estavam sendo recolhidas cópias piratas do Exorcista de William Peter Blatty. Segundo eles "A editora Nova Fronteira, que detém os direitos, foi lesada e tenta exorcisar, a tempo, o demônio da ganância dos outros."

Exorcista de William Peter Blatty fez bastante sucesso na época de seu lançamento, chegado ao topo de várias listas de mais vendidos, além do sucesso do filme é interessante destacar a estratégia de divulgação da obra pela editora Nova Fronteira, que publicou várias chamadas interessantes apresentando uma legião de demônios em maio de 1973 no Jornal do Brasil.


Carrie, de Stephen King, a primeira edição nacional

Propaganda da coleção Suspense Nova Fronteira, coleção responsável por apresentar Stephen King ao público brasileiro com a primeira edição de Carrie em 1974, enquanto ao lado propaganda da nova edição agora com a capa do filme.

Mestres do Horror e da Fantasia

Uma pequena nota no Jornal do Brasil em 10 de Fevereiro de 1981 anunciava o primeiro título da vindoura coleção da Francisco Alves: O País de Outubro de Ray Bradbury.


Mais um lançamento de Stephen King no Brasil pela Francisco Alves, sendo anunciado pelo Jornal do Brasil em 23 de maio de 1985, o livro que fala diretamente com o público ligado em "rock heavy metal": O Talismã, escrito em parceria com Peter Straub

Como eu disse, essa primeira edição é apenas um teste da recepção de vocês. Nas próximas edições estão programadas análises de resenhas dos anos 70 e 80 na tentativa de entender o motivo do esquecimento  de livros e autores da época (há resenhas que massacram Dean Koontz e Clive Barker), levantamentos históricos de escritores e seus livros, além é claro de mais curiosidades bizarras sobre as publicações.  Esse é um tipo de publicação que exige bastante pesquisa, de forma que se não houver um bom retorno não há motivos para continuar.

8 comentários:

  1. Sim, precisamos que vc continue! Esse teu trabalho é muito importante.

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  2. Gostei muito desse resgate da história do terror em terras tupiniquins, parabéns Rafael.

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  3. Não espero menos que um ótimo retorno para essa nova seção incrível, então já pode ir preparando as próximas edições xD e pfvr, não ignore mais o Laird Koenig, puxa, A menina do fim da rua tbm merece umas linhas <3

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  4. Esquece-se pq o brasil é um país sem memória

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  5. Sim, moço pode prosseguir com essa matéria. É importante saber sobre isso no Brasil.

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  6. Ótima iniciativa! Esperando as próximas postagens!

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  7. Ótimo post!
    Agora lembrei de um artigo que saiu na Veja no início dos anos 90 (ou talvez final dos 80), falando do porquê o horror não ser um sucesso no Brasil.

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  8. Pode continuar com as matérias, gosto das suas dicas de livros antigos. dessa coleção mestres do horror e da fantasia tenho quase todos.

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