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11 de abril de 2016

Especial Frank De Felitta [ A Entidade de Audrey Rose]

  Se você é fã de literatura e cinema de terror dos anos setenta provavelmente já ouviu falar de clássicos como A Entidade ou As Duas Vidas de Audrey Rose, escritos por Frank De Felitta, eternizados pela premissa de serem baseados em acontecimentos reais. Recentemente Raymond De Felitta, filho do autor, confirmou a morte de seu pai através do twitter, no dia 30 de Março aos 94 anos de idade, Frank De Felitta faleceu em Los Angeles. Esta é uma pequena homenagem de um fã para um grande nome do gênero, que infelizmente nos dias de hoje é um completo estranho para os leitores brasileiros. 

  Antes de iniciar sua carreira em Hollywood, Frank De Felitta serviu como piloto nas Forças Aéreas Americanas durante a Segunda Guerra Mundial, seus primeiros trabalhos envolveram pequenos roteiros para rádio e televisão, mas o reconhecimento dentro da indústria veio apenas mais tarde, nos anos sessenta, com a produção de um documentário sobre o racismo nas áreas rurais do Mississipi. A verdadeira mudança em sua vida ocorreu quando decidiu seguir pelos caminhos da literatura, em 1973 lançou Terror na Oktoberfest, livro que teve uma recepção modesta, um romance policial que explorava a paranoia das conspirações nazistas do pós-guerra. Foi em 1975 com a publicação As duas vidas de Audrey Rose e a posterior adaptação estrelada por Anthony Hopkins e Marsha Mason que seu nome tornou-se sinônimo de grande sucesso dentro do gênero. 
   Audrey Rose ganhou lugar de destaque no imaginário popular da época ao lado de Regan McNeill e Damien Thorn, com a história misteriosa e intrigante de uma garotinha que era a reencarnação de outra menina que morreu anos antes em um acidente. Felitta se baseou na própria experiência de seu filho, que desde muito pequeno demonstrou grande aptidão com o piano, mesmo sem ter tido uma única aula na sua vida. O livro fez tanto sucesso que em 1982 foi lançada uma continuação, Por Amor a Audrey Rose. Em 1978 o autor voltou a chocar o público ao apresentar mais uma história de horror baseada em fatos reais, A Entidade, que trazia a história de uma mulher assombrada por um estuprador fantasma. Dois anos depois retornou ao suspense policial com Vingança em Alto-Mar, a história de um casal assassino, e em 1984 com seu último grande sucesso O Demônio de Gólgota, a assustadora história de uma igreja possuída pelo Diabo. Marcha Fúnebre das Marionetes, lançado no início da década de noventa marcou o final de sua carreira como escritor e é uma grande homenagem aos grandes assassinatos do cinema. Felitta também é conhecido por dirigir A Vingança do Espantalho de 1981, filme seminal no subgênero “espantalho assassino” dentro dos filmes de terror. Confira a seguir a relação de suas obras: 

Terror na Oktoberfest (1973)

As duas vidas de Audrey Rose (1975)

A Entidade (1978)

 Por Amor a Audrey Rose (1982)

Vingança em Alto-Mar (1982)

O Demônio de Gólgota (1984)

Marcha Fúnebre das Marionetes (1992)


2 comentários :

  1. Extraordinário autor, não me lembro das falas exatamente, mas seria supostamente uma frase em o Demonio de Gólgota que o protagonista encontra a igreja profanada e pergunta indignado se ele (Demonio) queria o Padre, ou se seria o Bispo... não isso é pouco, deve ser o Papa! e ouve a voz no interior da igreja a voz: Cristo, Cristo... Isso me impactou profundamente, agradeço imensamente a Frank de Felitta por essas noites mal dormidas em que não conseguia tirar os olhos do livro.

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  2. Tenho O Demonio de Golgota, ta na lista de proximas leituras!

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