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13 de agosto de 2015

Resenha: A Hora do Lobisomem de Stephen King


Sinopse:
   Algo inumano chegou a Tarker's Mills, tão sorrateiro quanto à lua no céu noturno... É o lobisomem, e não há nenhuma razão a mais para sua chegada do que haveria para o surgimento do câncer ou de um psicótico com crimes em mente, ou um furacão assassino. Seu tempo é agora, seu lugar é aqui... O ciclo do lobisomem começou. 


Opinião:
   Em 1979 Stephen King participava da Convenção Mundial de Fantasia, na qual concorria o World Fantasy Award nas categorias de melhor livro e melhor antologia com A Dança da Morte e Sombras da Noite, quando um editor lhe propôs um desafio inusitado, escrever uma "história-calendário" cuja trama se desenvolvesse através de doze capítulos no espaço de um ano, o plano original era que cada 'mês' fosse composto por no máximo quinhentas palavras que juntas no final formariam o Calendário do Horror de Stephen King. A ideia foi bem recebida por King que viu a oportunidade para escrever sobre lobisomens,  tema que não lhe saía da cabeça, porém logo percebeu que precisaria de mais palavras para contar  sua estória do que o estipulado, o que fez com que o projeto não fosse adiante. Mas a narrativa não foi abandonada, adquirindo vida própria acabou se transformando em uma pequena novela. Surgia assim Cycle of the Werewolf, A Hora do Lobisomem.
   Tarker's Mills é uma pacata cidadezinha do interior do Maine, assim como sua vizinha Chester´s Mills era até ser envolvida por uma estranha redoma anos depois, na qual todos se conhecem e forasteiros não são bem recebidos. Seria o lugar perfeito para se morar se não fosse por um pequeno detalhe, há um lobisomem à solta. Cada mês, na noite de lua cheia, o monstro faz uma vítima. King descreve com selvageria os ataques da fera, os primeiros meses são dedicados a cenas de violentas que mostram a ferocidade com que o monstro acomete suas vítimas, em uma batalha feroz pela sobrevivência com metáforas poéticas para decapitações, desmembramentos e canibalismo. Os moradores da cidade ficam amedrontados com os cruéis assassinatos, porém o senso comum se nega a acreditar que uma criatura sobrenatural seja responsável por tais horrores. A última esperança é um menino de onze anos preso a uma cadeira de rodas, o único a acreditar no lobisomem. 
   A Hora do Lobisomem é um livro pequeno, pouco mais de 100 páginas, seu diferencial está nas ilustrações internas feitas por Bernie Wrightson, responsável também pela arte das edições americanas de A Dança da Morte, Creepshow e Torre Negra V: Lobos de Calla. Destaque  especial para a cena que ilustra a capa e uma das mais icônicas escritas por Stephen King, ao lado talvez da descoberta de um olho no cérebro do protagonista de A Metade Negra, que é a congregação inteira de uma igreja transformando-se em lobisomem. A narração de King é completamente diferente de seus outros trabalhos, com objetividade a trama flui suavemente de um mês para outro, conseguindo manter a estória coesa e o leitor interessado. No Brasil a obra está em estado de raridade, com uma única publicação pela Editora L&PM em 1987, sem previsão de relançamento próximo. 



Nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (9/10 Caveiras)

5 comentários :

  1. To atrás desse livro a algum tempo, dificil de achar.

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  2. Na minha opinião, esse é um dos raros casos em que o filme supera o livro. O filme da década de 80 virou um clássico, protagonizado pelo Corey Haim (já falecido). Depois de ler mais ou menos 40 livros do Stephen King, não tenho dúvidas em afirmar que A Hora do Lobisomem está entre os 5 mais fracos (digamos assim) do SK. Deu um certo trabalho em conseguir um exemplar desse livro...que só serviu para completar minha coleção. Adoro livros sobre lobisomens e esse realmente me decepcionou muito. Recomendaria Besta-Fera (Jack Woods) e os livros da Fúria Lupina (Alfer Medeiros). Até Jarbas e Na Próxima Lua Cheia (André Bozzetto Jr) e gostei mais. Abraços!!!

    Marco Antonio

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  3. Estou a procura deste raro livro físico para fazer parte da minha coleção do King. Quando encontro o preço sempre é salgado !

    bomlivro1811.blogspot.com.br

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  4. O li há muitos anos, um exemplar da biblioteca e achei vibrante. Adoro quando Stephen escreve livros curtos, parece que algumas características de seu estilo ficam mais evidentes. Mas, como o Maurilei disse, quando aparece algum exemplar os valores desencorajam.

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  5. Eu tenho, realmente é uma historia muito envolvente.

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