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7 de dezembro de 2014

Resenha: Um Cântico Para Leibowitz de Walter Miller Jr.


Sinopse:
   Após ter sido quase aniquilada por um holocausto nuclear, a humanidade mergulha em desolação e obscurantismo. Os anos de loucura e violência que se seguiram ao Dilúvio de Fogo arrasaram o conhecimento acumulado por milênios. A ciência, causadora de todos os males, só encontrará abrigo na Ordem Albertina de São Leibowitz, cujos monges se dedicam a recolher e preservar os vestígios de uma cultura agora esquecida. Seiscentos anos depois da catástrofe, na aridez do deserto de Utah, o inusitado encontro de um jovem noviço com um velho peregrino guarda uma surpreendente descoberta, um elo frágil com o século 20. Cobrindo mil e oitocentos anos de história futura, "Um cântico para Leibowitz" narra a perturbadora epopeia de uma ordem religiosa para salvar o saber humano. Marco da literatura distópica e pós-apocalíptica, vencedor do prêmio Hugo de 1961, este clássico atemporal é considerado uma das obras de ficção científica mais importantes de seu tempo.


Opinião:
   Os papéis que narram o Dilúvio de Fogo são escassos, durante a Era Antiga a humanidade de alguma maneira alcançou o máximo de evolução com uma excelência particular em criar armas de morte e destruição em massa. Segundo os relatos dos monges de São Leibowitz, Lúcifer subiu a Terra com o conhecimento que causaria o fim dos homens, através de sussurros de cobiça por poder distribuiu entre os principais príncipes da época o conhecimento da bomba nuclear, cada grande nação possuía poder suficiente para destruir dez vezes até a cinzas. E isso era o suficiente para manter cada um seu lugar com medo de uma destruição mútua que acabaria com a ordem vigente, porém Lúcifer não iria desistir tão facilmente e através da sedução prometia poder aquele que lançasse o primeiro ataque, com potência suficiente para destruir toda a nação inimiga de modo que a retaliação não ocorreria. Quando a primeira bomba caiu o inferno se abriu, fogo e cinzas pintaram os céus de escuro enquanto o sangue escorria pela terra, em um volume tão grandioso que sufocavam os gritos dos sobreviventes, mutilados e amaldiçoados pela radiação.
    Quando a poeira começou a baixar, o sol iluminava apenas cadáveres em um mundo estéril de flora e fauna. As vítimas da guerra que sobreviveram a explosão se reerguiam famintos e desesperados, a dor passou a ser um componente banal do dia a dia e aos poucos nublava a razão deixando-os raivosos e sedentos por vingança por aqueles que mataram suas famílias. Quando os abençoados começaram a se reerguer de seus "bunkers", filhos dos destruidores de lares com o saber profano que poderia trazer mais dor aos sofridos sobreviventes, passaram a ser caçados e assassinados cruelmente. A maior parte do conhecimento acumulado por gerações se perdeu durante o massacre que envolveu a queima sistemática de todos os livros que continham saberes malditos. Uma nova Era das Trevas se instalou. Se não fosse a iniciativa de uma pequena ordem em preservar papéis avulsos e livros da destruição, tudo haveria de ter-se perdido, mas seguindo os ensinamentos de São Leibowitz eles guardariam os ensinamentos antigos, mesmo que o entendimento do mesmo havia se perdido, esperando uma nova Era de Iluminação.
    É desta maneira que começa Um Cântico para Leibowitz, uma das mais fantásticas obras de ficção pós-apocalíptica escrita por Walter M. Miller Jr. Um produto da paranoia que envolvia a tensão da Guerra Fria entre EUA e URSS, que produziu grandes obras de ficção-cientifica. O livro é dividido em três partes, Fiat Homo, Fiat Lux e Fiat Voluntas Tua. Na primeira parte, Fiat Homo: Faça-se o Homem, o ser humano é o protagonista que se perde em sua existência selvagem, os monges da Ordem de Leibowitz são o último reduto do conhecimento, apenas seus servos são alfabetizados e a figura da Igreja ressurge como uma das potencias mais fortes entre os bárbaros. Fiat Lux: Faça-se a Luz narra a luta de homens para preservar esse conhecimento, anos devotados a simples cópia de um livro preservando ás paginas da ação do tempo. É então que a mente humana começa a se desenvolver novamente, a alfabetização é estendida aos moradores das vilas dos Mosteiros e a curiosidade leva homens e dedicar sua existência em busca de desvendar os mistérios dos antigos documentos antediluvianos, é o começo do novo iluminismo. Em Fiat Voluntas Tua: Faça-se a Sua Vontade, uma nova sociedade muito mais evoluída que a anterior redescobre os caminhos da corrida armamentista, será que a humanidade repetirá os mesmos erros novamente? Ainda há esperança para o homem? 


Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (10/10 Caveiras)

3 comentários :

  1. Parece ser ótimo! Mais um pra minha lista.

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  2. É interessante, vou procurar saber mais sobre o livro, os últimos livros que li da década de 60 não me agradaram muito... Mas veremos...

    http://www.conversandocomdragoes.com/

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