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9 de dezembro de 2014

Resenha: Refém de Robert Crais

Sinopse:
    Jeff Talley tinha um dos empregos mais estressantes e difíceis do mundo. Era negociador de reféns de uma equipe de elite da SWAT de Los Angeles. Comandava dezenas de homens em operações que duravam horas, às vezes dias, sempre com vidas humanas em riscos. Depois de um caso terrível, no qual um menino morreu em seus braços após uma negociação fracassada, Talley desistiu daquela vida. Largou a cidade grande e perigosa e tornou-se o chefe de polícia de um lugarejo chamado Bristo Camino. Os problemas, porém, o perseguem. E logo ele se vê diante de uma situação com reféns muito mais grave do que qualquer outra que já havia enfrentado. Uma crise na qual se envolvem a máfia, a grande imprensa e o FBI, além de sua esposa e filha. Talley vai precisar de muita habilidade para salvar os reféns. E a própria família.

Opinião:
   Há um tipo de livro que é bastante perigoso nas mãos de determinados leitores, livros que deveriam ser receitados sob uma prescrição rigorosa pois o vício em cenas de tensão e suspense ronda as páginas, um livro que transforma todos os que o tocam em escravos de sua trama, não se preocupando com as medidas temporais humanas, uma cena de ação que se desenrolaria normalmente em segundos se estende por intermináveis e deliciosas horas. Refém é uma dessas raras obras que acabam entrando em simbiose com o leitor, você não vai conseguir largá-lo até que a história sugue tudo o que conseguir de seu lado emocional e psicológico, servindo como um portal para outra realidade que faz com que o dia-a-dia se torne um pálido reflexo em comparação. Estou exagerando? Não, a verdade é que o livro me proporcionou uma agonia de dois dias, dividido entre o desespero da família sequestrada tão angustiante a ponto de me fazer querer rasgar as páginas de raiva e as cenas de tensão que envolviam os próprios bandidos perdidos em sua própria loucura e descontrole. Adicione a isso uma subtrama envolvendo a máfia e pronto! Eis o suspense policial perfeito.
    O estilo de escrita de Robert Crais é bastante ágil e inteligente, o autor consegue envolver o leitor em uma hábil troca de narração passando rapidamente da visão de um personagem a outro, conseguindo assim construir e aproveitar o cenário em sua totalidade. A trama é bastante claustrofóbica, o espaço e tempo confinados do sequestro não dão uma boa margem para uma construção mais aprofundada de personalidades e motivações, isso era uma das ressalvas que tinha com a leitura porque geralmente livros centrados em sequestros e negociações tendem a ser monótonos. Crais conseguiu remediar isso introduzindo a figura da máfia, criando assim três linhas, incluindo os próprios bandidos e policiais, que tem interesse em comum com relação ao final do sequestro. Porém essa mão do autor não revela todos seus truques, ainda há uma carta escondida na manga que se revelará como trunfo final. Realmente um toque de mestre. Não vou me estender falando da história, o bom do livro é a capacidade com que transporta o leitor em uma série de reviravoltas estratégicas em ritmo alucinante e arrepiante até o desfecho das paginais finais. Mais um grande título esquecido pelos leitores da Coleção Negra.

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (10/10 Caveiras)

Um comentário :

  1. Como vc consegue ler tão rápido?!?
    Adorei e este vai para a lista, mas a capa bem que poderia melhorar...

    http://www.conversandocomdragoes.com/

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