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12 de junho de 2014

Resenha: Saga do Assassino [Livro 02]: O Assassino do Rei de Robin Hobb


Sinopse:
   Uma nova e perigosa missão coloca a coragem de Fitz à prova. Será ele capaz de carregar o destino Reino em suas mãos? O jovem Fitz, filho ilegítimo do nobre Príncipe Cavalaria, é ignorado por toda a realeza, exceto pelo tortuoso Rei Sagaz, que o treinou na obscura arte do assassinato. Fitz mal acaba de sobreviver à sua primeira missão, que quase esfacelou sua alma, e retorna à corte onde foi jogado de cabeça no tumulto da vida real. Com o Rei à beira da morte, e com seu único aliado envolvido em uma missão com poucas chances de sucesso, o trono em si está ameaçado. Enquanto isso, o traiçoeiro Navio Vermelho renova seus ataques aos Seis Ducados, abatendo os moradores de todas as cidades da costa. Neste momento de grande perigo, fica claro que o destino do reino pode estar nas mãos de Fitz – e seu papel em sua salvação pode requerer de Fitz seu último sacrifício.

Opinião:
    A Saga do Assassino se iniciou com O Aprendiz de Assassino no qual somos apresentados ao jovem FitzCavalaria, um bastardo do antigo príncipe herdeiro, que crescendo nos estábulos da Torre do Cervo viu sua infância acabar quando o Rei requisitou sua vida a seu serviço. O Rei Sagaz viu em Fitz uma arma perfeita para ser utilizada em assassinatos secretamente, através da figura sinistra de Breu o jovem começa a ser treinado nas artes mortais. Quando se muda para a Torre do Cervo é que tem noção do real conflito que sua existência gera dentro da nobreza, apesar de possuir sangue nobre não tem direito nenhum na ascensão ao trono, mas conspirações são feitas a casa segundo, qualquer palavra mal colocada possui várias interpretações diferentes e um olhar mais demorado, seja que por apenas um segundo, possui vários significados. Deste modo Fitz cresce entre os nobres forjando amizades, criando vínculos e formando uma imensa lista de inimigos. O Assassino do Rei continua logo após os eventos finais do primeiro livro.
    Robin Hobb possui uma escrita bastante leve que sustenta a trama pelas mais de setecentas páginas do livro, consegue dosar muito bem as cenas de ação e de suspense que são entrecortadas pelos diálogos ambíguos e implícitos das maquinações da nobreza. Fitz está passando por uma fase bastante delicada de sua vida, deixando de lado sua mentalidade pueril e inocente de aprendiz, tem que afirmar sua presença na corte ao mesmo tempo em que esconde a verdadeira natureza de seu trabalho. Não obstante vive um dilema interno, seu coração está dividido entre a devoção juramentada ao rei e a profunda paixão por uma criada. Como bastardo real seu casamento é decidido por sua majestade que escolherá o melhor acordo de união, seja comercial ou territorial, para selar a parceria com a união sanguínea, deste modo sua mente é divida pela questão de seguir as ordens do rei ou seguir o coração. Paralelo a isso a Guerra finalmente explode, os Navios Vermelhos invadem a costa dos Seis Ducados deixando um rastro de destruição e desespero por onde passam. O Assassino do Rei se destaca por ter muito mais ação que seu anterior, mas ao mesmo tempo, possui mais momentos "parados" em que a trama gira em torno de uma intriga ou traição.
   O livro seria divido em dois volumes para a publicação nacional, assim como ocorreu em Portugal, mas a pedido dos leitores a Editora Leya resolveu publicar tudo em apenas um volume o que ocasionou uma edição mais cara, mas mesmo assim ao final da leitura tem-se a sensação de que cada centavo foi bem empregado e a vontade de ler o terceiro volume é imensa. Só vi um final assim tão avassalador, que deixa o leitor tão na expectativa da continuação criando uma ânsia sanguinária em As Terras Devastadas de Stephen King. Levei mais de dois meses para concluir a leitura, há uma grande alteração entre os vários clímax existentes na história, subtramas que se dividem e se completam para formar o cenário geral, criando um grande mosaico de foco de ação que atravessa os Seis Ducados de modo que uma leitura continua é bastante difícil e desaconselhável, até porque muitos detalhes poderiam ser perdidos. Lá pela metade do Assassino do Rei, dei um tempo para que os acontecimentos pudessem ser digeridos e após duas semanas, entrecortadas por leituras de outros gêneros, retomei ritmo do livro.
   A Saga do Assassino é uma leitura imprescindível para todo fã de fantasia, O Assassino do Rei funciona bem como o volume do meio da Trilogia, ao invés de termos respostas a algumas perguntas, são nos fornecidas muitas mais questões que farão de Assassin's Quest um dos lançamentos mais aguardados do gênero futuramente. Apesar de o tamanho ser amedrontador no inicio, nas ultimas duzentas páginas o desejo é de que o livro seja maior ainda, entre comparações, desenvolvimento da trama, tom de narrativa achei este livro muito superior ao primeiro. Super indicado! Boa Leitura.

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (10/10 Caveiras)

3 comentários :

  1. muito bem posicionado a narrativa dos livros de Robin Hobb, acabei de ler o livro I "O Aprendiz de Assassino", anciosa pelo livro II

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