ÚLTIMAS NOTÍCIAS

24 de junho de 2014

Resenha: O Diabo Nunca Dorme de Daniel Rhodes


"Parabéns a Daniel Rhodes. Ele restaurou os dois ingredientes mais vigorosos da história de horror - o Bem e o Mal - e sua mistura produz uma tremenda poção de terror." Robert Bloch, autor de Psicose

"Daniel Rhodes é uma voz nova e eminente na ficção de horror. Fala num sussurro aterrador e elegante." Graham Masterton

Sinopse:
O Diabo nunca dorme é uma história de horror, assustadora, da eterna luta entre o bem e o mal.

Opinião:
    O Diabo Nunca Dorme (Next After Lucifer, no original) é um livro que demonstra bastante bem a situação dos romances de horror nos anos oitenta, após a grande popularização do gênero bastante influenciada pelo cinema na época muitos nomes começaram a surgir, brilhar por algum tempo sob os holofotes para depois desaparecer totalmente no anonimato. Após alguns anos era revelado que aquele novo autor elogiado era apenas um pseudônimo de um autor famoso que queria escrever sobre terror, sem sofrer críticas se seus livros não dessem certo. Daniel Rhodes é um desses casos, alter-ego do autor Neil McMahon, escritor de suspense que ainda publicou sob esse nome mais dois livros: Adversary e Kiss of Death.
   A história mistura suspense sobrenatural à história da Inquisição, criando um ambiente claustrofóbico através da figura da cidade pequena e cheia de segredos que funciona bem com a premissa de uma lenda com conotações religiosas. No fundo da Igreja local, na parte mais escura e escondida, uma estátua jaz quase esquecida, com um semblante forte e orgulhoso se destaca das figura angelicais por ser uma representação de algo não inteiramente bom. As lendas locais dizem que o representado é Guilhem de Couderval, um antigo cavaleiro templário, famoso por sua crueldade e suposto envolvimento com as artes das trevas, que foi executado durante a Caça às Bruxas.
  A figura de Guilhem de Couderval inspirava medo e terror mesmo entre seus irmãos cavaleiros, na sua adolescência sua natureza sádica já aflorava através das brincadeiras que executava com seus amigos, uma delas lhe causou a perda da visão do olho esquerdo arrancado pela fúria de um gato, que foi morto a pancadas. Guilhem jamais escondia sua órbita vazia e diziam que adquiriu o poder de ver coisas que homens comuns não podiam avistar. Antes de sua complicada morte lançou uma maldição que retornaria em busca de vingança contra aqueles que o mataram, a aldeia receosa de seus poderes enterrou seus restos mortais em uma fonte de água corrente subterrânea em um caixão especial que supostamente impediria sua volta. 
   Por anos o túmulo ficou escondido de todos, sua localização se perdeu e Guilhem de Couderval se tornou apenas uma lenda para assustar crianças na hora de dormir, até que dois trabalhadores sem querer despertaram poderes sombrios adormecidos. Um casal americano se tornará o centro de acontecimentos sobrenaturais que poderão destruir suas vidas e das pessoas ao redor. É uma leitura interessante, principalmente para quem gosta da literatura de horror dos anos oitenta e sem falar que o livro é encontrado praticamente de graça nos sebos pelo Brasil. Boa Leitura!

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (8/10 Caveiras)

Um comentário :

  1. Nossa! Que intenso. Quase entrei no livro lendo sua resenha. Sabe! Estou pensando em ir nuns sebos em Pinheiros - São Paulo, um dia fui neles - é uma avenida que tem 6 sebos um ao lado do outro, praticamente - e se eu for mesmo, vou procurar alguns livros antigos a que você tenha indicado, e esse é obviamente um deles!

    http://gabryelfellipeealgo.blogspot.com.br/
    El Costa - Confins Literários

    ResponderExcluir