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8 de abril de 2014

Resenha: Depois da Meia-Noite de Stephen King


"Existe uma quinta dimensão, para além do que é conhecido pelo homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão eterna quanto o infinito. É o meio termo entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição, e que se situa entre o poço de temores do homem e o cume dos seus conhecimentos. Esta é a dimensão da imaginação. É uma área que chamamos de Zona do Crepúsculo."  Rod Serling

Sinopse:
   Consagrado unanimemente pela crítica mundial como Mestre do Horror Moderno, Stephen King reúne em Depois da Meia-Noite quatro histórias sobre pessoas que, habituadas à realidade cotidiana e palpável, encontram-se subitamente envolvidas por acontecimentos que desafiam a sanidade. São histórias que se referem não à meia-noite física - aquela que os velhos relógios anunciam com doze badaladas - mas o sutil momento de transição entre nossa realidade e outra, bizarra, ilógica. Uma realidade formada pela substância da qual são feitos os pesadelos.

Opinião:
   Depois da Meia-Noite é uma coleção de novelas do King que contém as seguintes histórias: Os Langoliers, Janela Secreta - Jardim Secreto, O Policial da Biblioteca e O Cão da Polaroide.  Publicado no Brasil em 1992 na Coleção Mestres do Horror e Da Fantasia, faz parte do seleto grupo de obras do mestre que estão em estado de raridade, é um dos livros mais difíceis de encontrar e com um preço de mercado que se compara ao Livros de Bachman, que jamais tornará a ser publicado.
    Quem nunca se pegou olhando para o relógio naquele exato momento em que um dia se transforma em outro? Ou acordou assustado de um pesadelo que não consegue lembrar e ao olhar o relógio, essa hora se aproxima? Meia-Noite, marca o fim de um dia e o inicio de outro, mas o que acontece naqueles milésimos de segundo entre um e outro? Uma pequena parcela de tempo que não pertence a ninguém, onde horrores ganham vida e morrem, onde a escuridão bafeja em seu pescoço como uma doce amante, onde o sonho e o surreal se transformam na realidade. Uma espécie de zona do crepúsculo onde as sombras realmente possuem vida e nada é o que parece. É nesse ambiente que se passam as histórias de King...

MEIA-NOITE E UM : "Os Langoliers"
   Imagine que depois de muito trabalho finalmente chegam aquelas merecidas férias com as quais tanto sonhava, as malas estão prontas e seus olhos devoram o grandioso avião que lhe transportará até o paraíso de seus sonhos. A viagem transcorre tranquilamente de modo que para recuperar as forças decide tirar um rápido cochilo, mesmo com as vozes dos outros passageiros conversando naquele saudável burburinho que remete as aglomerações. Fecha os olhos e desliza suavemente aos domínios do sono... Parece que pouco tempo se passa quando os abre novamente, ao acordar tão subitamente um susto é inevitável mas não maior ao se descobrir imerso em um silencio sepulcral. A primeira coisa que nota é que não há nenhuma conversa no ar, a segunda é que as pessoas das poltronas próximas sumiram, simplesmente desapareceram deixando para trás seus pertences pessoais como relógios, óculos e até anéis. Quando percebe que a cabine toda do avião se encontra deste modo, é aí sim que o pânico começa a aflorar como suor pelos poros da pele.
  É com esse mistério e premissa que Stephen King cria uma de suas mais enigmáticas novelas, tendendo mais para a ficção-cientifica Os Langoliers não deixa de lado as características que fazem do mestre, bem enfim um mestre naquilo que faz.  Como explicar o súbito desaparecimento da maioria dos passageiros? Será que esse fenômeno atingiu o piloto da aeronave? A facilidade com que King ultrapassa as barreiras sobrenaturais é tão suave e natural que a torna ainda mais crível e assustadora, o suspense é regido pelo tom do mistério que mesmo quando solucionado garante bons momentos de tensão. Os protagonistas precisam descobrir logo o que lhes aconteceu, porque no horizonte se aproximam os Langoliers.

MEIA-NOITE E DOIS - "Janela Secreta - Jardim Secreto "
    O isolamento e trauma emocional transformaram a  pacata vida de  Mort Rainey, um renomado escritor de livros de mistérios, devido a suas complicações emocionais seu cérebro resolveu fazer uma greve criativa até que tudo retorne a normalidade com seu coração. Porém isso está longe de acontecer, os vícios são uma barreira a ser imposta, e  John Shooter é o nome de sua mais nova fobia. Shooter é um estranho de aspecto caipira, que invade sua propriedade e lhe acusa de plágio, com um manuscrito em mãos sua saliva visita regularmente o rosto de Mort enquanto sua face fica corada de raiva. Mort sabe que sua alegação é infundada, ainda se lembra do dia em que a inspiração para a história lhe ocorreu, mas como explicar isso para um louco?  John Shooter, nosso amigável acusar irá lhe provar que de louco não possui nada, mas de psicopata? Ah sim um caso clássico como diriam os psicólogos.
    King sempre consegue surpreender o leitor, eu sei que em algum momento ele irá me fisgar, seja pela aparição de um cadáver no quarto de um hotel ou um vislumbre do carro assassino, ou quem sabe a primeira visão do futuro pós-coma ou ainda a bela descrição de como um cão pegou raiva.  Enfim a habilidade do mestre é transformar medos imaginários em assombrações reais, o final desse conto me deixou absurdamente assombrado. Fiquei pensando. Como? Por quê? King realmente sabe como contar histórias... Um filme foi adaptado com Johnny Deep como protagonista.

MEIA-NOITE E TRÊS - "O Policial da Biblioteca".
   Sei que é fã de leitura tanto quanto eu e provavelmente um frequentador assíduos de bibliotecas. Alguma vez por algum motivo excepcional esqueceu-se de entregar na data os livros que emprestou? Nunca se perguntou por que a multa é tão pequena? Pois bem, é porque O Policial da Biblioteca cuida de casos assim... Com visitas a domicilio.

MEIA-NOITE E QUATRO - "O Cão da Fotografia"
   Imagine-se como um jovem produto dos tão saudosos anos oitenta. Seu aniversário de quinze anos lhe garante bons presentes, entre eles a coisa mais desejada daquele verão, uma máquina polaroide. No momento de descontração decide bater uma foto inaugural de toda sua família, então todos se juntam na frente da casa e sorriem para a câmera. Porém a foto que a cena produz é totalmente diferente do esperado, um cão mostrando os dentes numa espécie de rosnado olhando diretamente para a tela. A sua decepção só aumenta quando descobre que as outras fotos saem exatamente da mesma maneira, mostrando a mesma imagem. Uma semana depois descobre que o cão parece estar mais próximo que antes. Nos dias seguintes sua movimentação aumenta ainda mais, parece estar se preparando para um salto. O que acontecerá quando alcançar a câmera? King indica a história como um prelúdio ao mau que se aproxima de Castle Rock, o cenário a qual ocorre, que culminará em Trocas Macabras.

2 comentários :

  1. Eu tenho, ótimos contos, amo esse livro. :)

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  2. Gostaria de saber onde compraram/ conseguiram o livro ou se tem em pdf! Valeu! Quero muito ler!

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