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19 de março de 2014

Resenha: Fênix: A Ilha de John Dixon


“Um tributo ao espírito humano que desafia a multidão e coloca os valores acima da conveniência.” F. Paul Wilson

Sinopse:
   Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos?

Opinião:
    Fênix: A Ilha foi uma surpresa, a expectativa era de que fosse apenas mais um livro de temática juvenil, com protagonistas adolescentes e todos os típicos ritos de passagem desta fase. Porém à medida que o enredo se desenvolvia, a história foi se mostrando diferente, nas páginas iniciais todos os citados acima aparecem, porém quando a primeira morte acontece é que a realidade se abate sobre o leitor. John Dixon possui uma escrita bem leve, intercalando cenas de tensão com diálogos concisos e diretos, cria um livro de leitura e empolgante com várias surpresas até o enigmático final, que a meu ver é o trunfo da trama abrindo espaço para os demais volumes da série.
   A Ilha Fênix é o único lugar no planeta que para se chegar ao Inferno precisa-se subir de elevador, lar dos piores delinquentes juvenis, aqueles que a justiça desistiu de tentar recuperar, é uma espécie de detenção-acampamento, onde os jovens aprendem noções de obediência e cooperação à moda do exercito. Sua localização é desconhecida, sabe-se apenas que não é solo americano, e o espanhol falado por alguns empregados delimita as opções, sendo assim as leis americanas não valem para aquele lugar. A ilha Fênix possui seu próprio código espartano de sobrevivência, comandada por uma pequena elite de sádicos, alguns deles ex-alunos, que irão transformar cada segundo da vida dos jovens em um pesadelo infernal. Os protagonistas descobrem que se conseguirem passar por tudo aquilo, ao completar a maioridade ganharão a liberdade e a ficha limpa de todas as acusações, porém a ilha parece esconder vários segredos, atrás da beleza do verde uma podridão negra escorre, mentiras são contadas e punições extremas são realizadas apenas para deleite dos comandantes. Então a barreira que cria a ilusão que esconde a verdadeira realidade da ilha Fênix começa a se esfarelar e o que leitor descobrirá o deixará perplexo.
   O resultado final não é um livro espetacular que vai entrar na lista dos mais vendidos e também certamente não irá agradar a todos os leitores, porém faz o seu papel principal que é ser uma leitura deliciosa e divertida, além de escape fugaz da realidade. Os leitores de sci-fi se identificarão mais com o estilo do autor, porém o tema no primeiro livro é apenas apresentado e suas bases são lançadas para as continuações cujo enfoque será mais preciso e direto. Um livro que fala sobre os principais valores que regem a nossa vida, o conceito de amizade e sacrifício, além das escolhas que a vida adulta impõe. É uma história que começa leve, mas vai ganhando ares obscuros até as páginas finais. Aguardando a continuação. Boa leitura!

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (8/10 Caveiras) 

3 comentários :

  1. Parece uma mistura de "O senhor das Moscas" (livro/filme) com um filme "Ilha: A prisão sem grades". Vou procurar saber sobre essa série "INtelligence" que dizem que é baseada nele. Já viu?

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    1. A série é ótima!! Mas não tem muito a ver com o livro, a não ser o fato de ter o chip implantado na cabeça do personagem principal

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  2. Bom pelo que pesquisei durante a leitura a série parece tomar rumos totalmente diferentes do livro ou talvez seja baseada nas continuações, não sei. Mas é bem diferente de O Senhor Das Moscas, pelo principal fato de que existem adultos na Ilha que controlam a espécie de sociedade criada lá. Mesmo assim é uma boa leitura :)

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