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12 de junho de 2013

Resenha: A Torre Negra: O Vento Pela Fechadura - Stephen King



“King Clássico, com ótimos personagens e escrito de forma convincente, com um enredo emocionante e afiado. – Daily Express

"Uma pessoa jamais fica velha demais para ouvir histórias. Homem e menino, menina e mulher. Jamais velhos demais. Nós vivemos para elas." Roland Deshain 


Sinopse:

   Em “O vento pela fechadura”, Stephen King retorna ao Mundo Médio, cenário da “A Torre Negra”. O novo livro encaixa mais uma peça no vasto quebra- cabeças que cerca a saga, oferecendo lendas e histórias fantásticas de Gilead, ao mesmo tempo em que investiga o passado doloroso do pistoleiro Roland Deschain. No meio do caminho entre o Palácio Verde e Calla, o pistoleiro Roland Deschain e seu ka-tet — Jake, Susannah, Eddie e Oi, o trapalhão — são obrigados a acampar numa cidade fantasma. Caso contrário, seriam congelados com a chegada súbita e mortal de uma borrasca, tempestade única ao Mundo Médio. Para afastar o tédio da espera, Roland distrai o grupo com uma história de seu passado. Porém, no centro dessa lembrança, o jovem Roland, do passado, também narra uma fábula de sua infância, registrada em seu livro favorito: “O vento pela fechadura”. A lenda do menino Tim e suas aventuras em busca do mago Merlyn acabam revelando muitas verdades sobre Gilead, o Mundo Médio e o Pistoleiro.


Opinião:
   Sou um fã alucinado da série A Torre Negra do mestre King, li todos os volumes da saga e desde que foi anunciado um novo livro, O Vento pela fechadura, tenho estado apreensivo e cheio de expectativas quanto a essa nova estória. O que será que King tem a acrescentar no já gigantesco multiverso da Torre Negra? O livro fará jus à série? Como reencontrar os personagens no meio do caminho após saber seu desfecho final? Muitas perguntas na cabeça que se dissiparam logo após ter o novo livro em mãos... Se ele é bom?  Não consigo descrever bem a sensação, mas é mais ou menos como um abraço da pessoa amada em um dia frio, um copo de café quente de manhã, uma brisa suave durante uma tarde de calor ou tudo aquilo que você fazia quando criança e que hoje te provoca uma nostalgia poderosa. É maravilhoso reencontrar os velhos amigos, então... Sim o livro é maravilhoso e eu o definiria como um flashback dentro de outro flashback.
   O Vento Pela Fechadura é um livro rápido e tem os mesmos elementos que fizeram eu me apaixonar pela série em O Pistoleiro. Também em seu estilo narrativo lembra bastante Os Olhos do Dragão, outro livro do King com um conto de fadas à moda de Randall Flagg e o cenário é muito parecido com A Floresta Velha onde alguns hobbits viajaram em outro mundo. O livro começa logo após o confronto entre Roland e seu ka-tet com Marten Broadcloak na Cidade das Esmeraldas e pouco antes à chegada a Calla Bryn Sturges e ao Pére Callahan.
   Roland. Jake. Eddie. Susannah e Oi. Eu não percebi o quanto sentia saudade deles até ler as primeiras páginas do Vento Pela Fechadura, e confesso que me emocionei com esse "reencontro" e amei todas as sensações que isso me trouxe. Porém o nosso Ka-tet preferido não é centro desta aventura, como nós leitores, são apenas ouvintes de mais uma história do Pistoleiro. A narrativa nos leva a Terra Média dos tempos de adolescência de Roland Deshain e seus primeiros feitos como um pistoleiro de verdade, desta vez ele é requisitado a uma pequena vila de mineradores para dar fim a um troca-peles, uma espécie de Lobisomem daquelas bandas. Em meio a segredos, intrigas e muita morte e sangue surge à oportunidade para Roland relembrar uma antiga história de sua infância, contada a ele por sua mãe Gabrielle, O Vento Pela Fechadura. 
    De um modo especial, essa estória contada por Roland é o centro do livro, a aventura de Tim serve como uma fábula que ilustra uma moral bastante importante. Essa passagem lembra muito O Talismã na sua construção do protagonista e no caráter evolutivo que ele na apresenta ao longo da sua jornada. O Vento Pela Fechadura nos apresenta à Vila Da Árvore, um dos últimos redutos de civilização junto à beira da obscura Floresta Infinita, uma comunidade formada predominantemente de lenhadores e suas famílias, uma delas a Tim Ross, nosso herói. A vila ainda faz parte de Gilead de modo que seus habitantes tem de pagar impostos anuais ao reino, surgindo assim a sinistra figura do Cobrador. Alguns o reconhecerão por sua fama maligna e aterrorizante, outros poderão lembrar-se de A Dança da Morte e a chave da cela de Lloyd Henreid e para os mais fervorosos fãs uma lembrança do antigo Rei Rolando e seu conselheiro de gerações...
   Como Roland diz: "O Ka é uma roda" e O Vento Pela Fechadura mostra que a afirmação é verdadeira ao dar um desfecho definitivo à sua história com Gabrielle Deshain. Leve, ágil e rápido é uma leitura tanto par quem já leu a saga da Torre Negra como para aqueles que acabaram Mago e Vidro. Eu simplesmente adorei cada segundo mergulhado na história e só tenho a agradecer ao King por me dar a chance de reencontrar novamente personagens que marcaram minha vida.
   
Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (10/10 Caveiras) 

7 comentários :

  1. É uma sensação maravilhosa "reviver" coisas boas de um passado distante ou não!
    Ainda não li nenhum livro das histórias de A Torre Negra do King e, depois de ler sua resenha tão alegre e satisfeita, vejo quanta coisa estou perdendo.
    Ótima Resenha!

    PS: E viva o King!

    Gabryelfellipeealgo.blogspot.com

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    1. Recomendo que comece a ler Torre Negra, o quanto antes não sabe o universo que ainda está para descobrir com essa série. Nada chega aos pés da grandiosidade desta obra e eu invejo aqueles leitores que pegam o livro pela primeira vez para trilhar o caminho a Torre Negra...

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  2. Olá. :) alias, vi seu recado no Skoob, e como queria descobrir mais opiniões em relacao ao oitavo livro da serie, resolvi ler.

    Confesso que gostei bastante de sua resenha. Me interessou ainda mais para ler os outros livros da saga (parei no primeiro) e sei de alguns spoilers em relacao a serie, mas nada que me faça mudar de ideia para ler a serie inteira.

    E gostei muito do seu blog. Estou seguindo. :)

    Mais uma vez, parabéns pela resenha. Gostei muito.

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    1. Obrigado por ter visitado o blog, é um prazer.
      Fico feliz que tenha gostado esta é a visão de um fã da série que leu a saga toda. Te aconselho muito a continuar a leitura da Torre Negra principalmente porque no segundo volume aquela escrita fragmentada de O Pistoleiro muda para algo mais continuo e concreto. Sem falar que A Escolha dos Três é um dos livros mais engraçados e divertidos da série.

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  3. Olá, entre os livros O Talismã e Saco de Ossos qual você recomendaria?

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    1. Depende muito do tipo de leitura que está procurando.
      Em Talismã você vai encontrar uma fantasia muito bem escrita com personagens marcantes e passagens inesquecíveis.
      Já em Saco de Ossos um clima sobrenatural te acompanhará durante toda a leitura com uma trama mais voltada ao horror.
      Em suma os dois são ótimos, recomendo ambas as leituras, agora vai de você decidir qual a melhor para o "seu momento".
      Obrigado pela visita.

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  4. Eu deixei para ler em sequência, eu vinha lendo Mago e Vidro quando soube deste livro e só continuei a ler a série quando comprei este e simplesmente adorei, a fabula contada por Roland é muito legal, me emociono acompanhando esta Katet nesta jornada. Neste momento estou na metade de Lobos de Calla e a única coisa que me deixou um pouco chateado foi o relato demorado do padre mas fora isso está indo muito bem minha leitura, espero terminar esta jornada o quanto antes.

    Valeu Rafa! Abraços,

    Diego de França
    http://leitorsagaz.blogspot.com.br

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