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7 de fevereiro de 2013

Resenha: The Walking Dead - O Caminho Para Woodbury - Robert Kirkman, Jay Bonansinga




Sinopse:
   Há alguns meses que Philip Blake, o temido e ao mesmo tempo adorado Governador, organizou Woodbury para que a cidade murada fosse um local seguro no qual as pessoas pudessem viver em paz em meio ao apocalipse zumbi. E paz e segurança é tudo que Lilly Caul, que tenta desesperadamente sobreviver a cada dia que nasce, quer. Porém, mal sabe ela que seguir em direção a Woodbury é estar a um passo do perigo. Uma horda de errantes famintos não é nada perto do que se pode encontrar por lá.

Opinião:
     The Walking Dead - O Caminho para Woodbury é a continuação direta de a Ascensão do Governador que mostra a história de Philip Blake um homem frio e calculista que se torna o líder de uma pequena comunidade que resiste bravamente aos ataques de zumbis, Woodbury. Porém os mortos-vivos são o menor dos seus problemas, a principal batalha é travada dentro da sua cabeça numa luta para reconhecer o que é real e o que é sonho na sua dualidade de personalidade.   O inicio da narrativa segue um pequeno grupo de sobreviventes que se após uma frustrada tentativa de arremedo de sociedade se põe na estrada em busca de um novo lugar para se instalar e como é de se esperar acaba chegando a Woodbury.
    A narrativa é bastante ágil e leve, sem muitos rodeios a história é direta e sem divagações diferentemente de alguns livros do gênero que insistem em focar no que o mundo era antes, O Caminho para Woodbury utiliza como premissa a formação da nova sociedade, o retorno do homem a uma espécie de Idade Média na qual o escambo é utilizado como moeda e a força de trabalho é o que mais tem valor. Médicos, sapateiros, cozinheiros e açougueiros e toda a classe operária de trabalho manual agora são os mais importante da nova sociedade, pois suas funções tem algo a acrescentar para o coletivo, já o antigo presidente de banco ou o empresário famoso agora fazem parte dos inúteis sem nenhum talento aproveitável. A sociedade ruiu e recomeçar tudo de novo em meio a milhões de mortos-vivos canibais é extremamente difícil.
    O livro é muito bem fundamentado em suas exposições, principalmente nos conceitos de psicologia e sociologia além de um pouco de história. O foco nas pessoas e suas ações dá um novo ar à saga, pois antes apenas os zumbis eram o inimigo, mas agora nossos próprios iguais se tornaram os monstros. Quem é pior o zumbi sem cérebro canibal ou um ser humano igual a você sem escrúpulos e que faz de tudo para sobreviver até passar por cima de seus companheiros?
    Os personagens são ricamente detalhados em ações e emoções, verdadeiramente humanos em seus medos e aspirações. Não há ninguém que seja cem por cento bom ou mal, cada um está empenhado na sua sobrevivência e na daqueles de seu grupo próximo e para isso às vezes coisas ruins tem que ser feitas. A maldade se torna apenas uma questão de ponto de vista. A coisa mais interessante que a leitura do livro pode oferecer é a chave para a mente do Governador, algo que a série não consegue e a HQ não é profunda o suficiente. Podemos sentir na pele o conflito que acontece na mente de Philip Blake, seus pesadelos, sua força de vontade, sua loucura.
     A todos os fãs de The Walking Dead a leitura do livro é obrigatória, a história de como um homem pode ser modificado pelo mundo a sua volta e a sua consequente evolução e embrutecimento ao longo dessa jornada em busca da sobrevivência...

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (10/10 Caveiras) 

5 comentários :

  1. Não sei se quero ler esse livro, pois estou assistindo a serie e odeeeeeeio o governador.

    http://blogprefacio.blogspot.com.br/

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    1. Eu tb n gosto muito dele n , mas se vc for ler o 1º livroo , vc entende ele , como ele se tornou oq ele é agora . Eu gostei muito do livro mesmo não gostando muito dele da série .Recomendo ;)

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  2. Vale a pena ler sim!! Os livros são muito divertidos; dá pra ler rapidinho!

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  3. vale a pena ler os livros sim, são maravilhoso!

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  4. Muito bom, Mas não muito surpreendente. sabe é meio monótono ,porém não deixa a desejar.

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