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28 de setembro de 2012

Resenha: A Mulher de Preto - Susan Hill



Sinopse:
O jovem advogado Arthur Kipps, foi enviado à cidade mercante de Crythin Gifford para verificar os documentos e os papéis particulares da recém-falecida Sra. Alice Drablow, uma viúva idosa que vivia sozinha na solitária e afastada Casa do Brejo de Enguia. Enquanto trabalha na casa, Kipps começa a descobrir seus trágicos segredos. A situação piora quando ele entende que o vilarejo é refém do fantasma de uma mulher magoada, em busca de vingança.


Opinião:
   O que define o livro é: Uma fantástica história descritiva acerca do encontro de um homem normal com o desconhecido. Susan Hill é inglesa e isso influência bastante na sua maneira de escrever sobre o terror e fantasmas, que ao invés de ser o que o leitor brasileiro está acostumado ou espera como sendo algo hollywoodiano está mais para um relato bastante verossímil à la Henry James.
   A Mulher de Preto possui um terror bastante refinado, que não está em cenas fortes em que há contato direto com fantasmas ou nas aparições grandiosamente assustadoras, mas sim no que seria um encontro real com esses seres brilhantemente descrito na formosa atmosfera inglesa.
   Na história passamos a conhecer Arthur Kipps um jovem advogado que ficou extremamente perturbado após um caso no qual ele deveria visitar a Casa do Brejo de Enguia e reunir os documentos da antiga moradora recém-morta. Na época que aceitou o trabalho ele era um jovem cético e há toda uma mudança de crenças ao longo dos acontecimentos que nos faz pensar: e se fosse com nós? Será que sairíamos com sanidade daquela casa?
   Susan Hill conseguiu um ótimo cenário com o vilarejo e a Casa do Brejo de Enguia. A pequena vila fechada em suas próprias crenças e medos é fascinante, anos de terrores talvez passados de geração em geração criam outra mentalidade nas pessoas, um senso de proteção contra estranhos. Arthur enfrenta uma hostilidade visível através de uma capa transparente de solicitude principalmente quando decide passar uma noite na Casa.
    A Casa do Brejo de Enguia também é perfeita para uma história de fantasmas, tanto sua obscuridade como a localização. Ela fica em uma ilha na qual só se é possível chegar quando a maré está baixa o que acontece apenas por algumas horas.  A adaptação para o cinema ficou ótima e assustadora, com algumas mudanças no enredo em relação ao livro, transformou Arthur em uma espécie de herói para uma melhor aceitação do publico.
   No livro não há aquela premissa de que tudo é falso, a nossa mente não tem a luxuria de crer que é tudo ficção, pois a história é assustadoramente verdadeira e crível. A mulher de preto é assustadora e não tem como não prender a respiração quando ela aparece.   Há toda uma tensão no ar e parece que ela está ao seu lado em meio à leitura, talvez ela possa estar lendo esse post por cima do seu ombro nesse exato momento...

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (8/10 Caveiras) 

4 comentários :

  1. Já ouvi falar bastante a respeito desta obra tanto o flime quanto o livro, pela sua descrição o livro mexe com o psicológico da pessoa diferente daqueles filmes norte americanos que só o momento de terror, a mente humana tem um poder incrível pra mim algo é real desde que você acredite o que é real.
    bj

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  2. O filme é muito bom , o cenário, a fotografia, a sensação de medo ! com um final triste !

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  3. Achei o filme legal, não tão bom quanto esperava, mas ainda sim bom. Mas o livro é baseado no filme ou vice-versa?

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    Respostas
    1. O livro é da década de 80, o filme foi baseado nele sim porém a história é bem diferente principalmente o final...

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