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7 de setembro de 2012

Resenha: Livros de Sangue- Volume 4 - Clive Barker



Sinopse:
   Para os admiradores do horror, o nome Clive Barker é inevitavelmente associado ao filme Hellraiser: Renascido do Inferno, de 1987. Baseado em sua novela "The Hellbound Heart" (inédita no Brasil), Clive mostra ao mundo os cenobitas, mestres da dor e prazer vindos do inferno, onde se destaca o líder Pinhead. Embora esta seja sua obra mais famosa, sua contribuição definitiva para o gênero, em minha opinião, são os Livros de Sangue.
   Os primeiros 3 volumes foram lançados por uma pequena editora inglesa chamada Sphere Books em 1984 e fizeram um modesto sucesso no Reino Unido. O verdadeiro estouro da obra foi quando ela foi lançada nos EUA, com o endosso (na verdade um elogio rasgado) do grande responsável pela popularização do horror na literatura, o escritor Stephen King, com a frase mais do que conhecida: "Eu vi o futuro do horror, e seu nome é Clive Barker".              Isso foi combustível suficiente para Clive tornar-se uma celebridade do dia para a noite, e seus livros de sangue venderem como água no deserto. O entusiasmo de King é totalmente justificável, pois a ficção de Clive é ousada, criativa, muito violenta e dotada de um notável realismo, o que a difere de qualquer outra. Pode-se ter qualquer impressão de sua obra, menos a de taxá-la como comum.



Opinião:
   No quarto volume da série Clive Barker abusa muito de um humor negro satírico além da usual cota de sangue que verte das páginas.  São cinco novos contos: A Política do Corpo; A Condição Inumana; Revelações; Vade Retro Satanás! E A Idade do Desejo.
   Em "A Política do Corpo" o leitor se depara com uma revolução, cansadas de serem exploradas por seus donos as mãos se revoltam... Isso mesmo as mãos! É bastante surreal, mas faz com que a dúvida se plante na mente e é impossível não tirar os olhos das páginas e olhar para nossas próprias mãos segurando pacificamente o livro e tentar observar algum sinal de rebeldia.  Os personagens do conto se veem em meio ao caos quando uma mão começa a cortar a outra para libertá-las da escravidão rumo a um novo alvorecer na sociedade. É recheado de um humor peculiar que apenas aqueles que apreciam o horror entendem e desfrutam...
  "A Condição Inumana" tem uma trama bastante complexa e se lido sem atenção pode se ter uma má impressão da história. Mas é nas entrelinhas que se vê o sentido que Clive quer alcançar... Um bando de jovens ataca um morador de rua apenas por diversão, um deles Karney, não participa da surra, mas também não faz nada para impedir e fica apenas olhando. Revirando as coisas do vagabundo ele descobre uma corda cheia de nós e a rouba, chegando em casa começa a tentar desfazer os nós que se mostram mais difíceis de desenrolar do que a primeira vista. Karney fica obcecado por aquilo e acaba descobrindo que a cada nó desfeito um de seus amigos morre então ele vai à busca do antigo dono da corda para conseguir algumas respostas às questões que não lhe saem da cabeça. É quando um grande segredo é revelado.
    "Revelações" é conto mais gostoso do livro e em meio a tanto sangue e morte é uma espécie de pausa providencial para uma história de fantasmas diferente das clássicas.  Um pastor, sua esposa e seu assistente são forçados a parar em um hotel de beira de estrada por causa de uma chuva, em meio a protestos da mulher e do homem o assistente se vê obrigado a pegar quartos separados e a realizar desejos fúteis em busca de uma aprovação que jamais virá. Ele está cansado de seu trabalho, o pastor é um homem obcecado por sua fé e sua mulher uma alma carente que ao não encontrar carinho em seu marido procura alivio nos remédios. Apesar de tentar agradar os dois lados ele é sempre hostilizado e quando percebe uma isca fácil na filha do dono do hotel resolve que hoje não passará a noite sozinho. Paralelo a isso descobrimos que um casal de fantasmas em busca de reconciliação retorna para o mesmo quarto onde o pastor e sua esposa estão, foi lá que a trinta anos atrás a mulher matou seu marido com um tiro no peito. Assim está armada a cena e os atores sob a luz vermelho-sangue projetada por Baker começam seus monólogos e dramas para culminar numa épica e cruel tragédia grega.
   Não há muito que se dizer de "Vade Retro Satanás!" é curto, grosso e rápido. Desce queimando a garganta num gole só e dependendo de sua religião dá uma má indigestão.
   "A Idade do Desejo" é uma ácida sátira sexual a vontade do homem de se igualar a Deus, na busca por estimulantes sexuais os cientistas acabam descobrindo algo que faz o ser vivo "copular até a morte" com qualquer objeto ou que se mova. É engraçado até que...

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (9/10 Caveiras) 

3 comentários :

  1. Não costumo ler livro de terror, por medo e tal... mas achei seu blog muito legal, já estou seguindo e mesmo sem nunca ter lido me considero uma fã de Stephen King, acho ele sensacional.
    Beijos
    http://prologando.blogspot.com.br/

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  2. Amo ler livros mas meus preferidos são de terror... Tipo coisas de fantasmas,sobrenaturais chamam bastante minha atenção....

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  3. Amo ler livros mas meus preferidos são de terror... Tipo coisas de fantasmas,sobrenaturais chamam bastante minha atenção....

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