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13 de agosto de 2012

Resenha: A Criança Roubada - Keith Donohue



"O impacto emocional de A Criança Roubada  é tão forte como a imaginação que está por trás da história. O resultado é mágico no melhor sentido do termo."
                                                    People Magazine


Sinopse:
A criança roubada é uma emocionante fábula sobre os desafios da vida. Henry Day tem 7 anos quando foge de casa e se esconde na floresta. Só que ele não sabe que é seguido de perto por pequenos seres que vivem na mata e, de tempos em tempos, roubam a identidade de uma criança humana.
Rebatizado de Aniday, Henry ficará para sempre aprisionado no corpo de um desses seres, a não ser que, algum dia, consiga roubar o lugar de um garoto. Aniday cresce em espírito, lutando para se lembrar da vida e da família que deixou para trás, e busca se adaptar à terra de sombras em que se encontra, ameaçada constantemente pelo avanço do mundo moderno.
Enquanto isso, em seu antigo lar, um duplo assume sua personalidade, ocultando sua verdadeira natureza. Aos poucos, no entanto, essa criatura demonstra uma rara habilidade musical — que o verdadeiro Henry jamais teve —, e suas exibições impressionantes no piano levam o pai a suspeitar que o filho que está criando é um impostor.
À medida que cresce, esse novo Henry Day é assombrado por lembranças tênues, mas persistentes, de uma outra vida, que levou há mais de um século, antes de ter se tornado um desses seres da floresta. São memórias que o farão ir em busca de sua verdadeira identidade, da mesma forma que, na mata, Aniday tentará reconstruir seu passado. Nessa jornada, eles nem sequer pressentem que seus destinos irão se cruzar mais uma vez.



Opinião:
A Criança Roubada é um daqueles livros que te pegam de surpresa pela qualidade e conteúdo da história, Keith em seu primeiro livro criou uma fábula fantástica cheia de drama e emoção.  A pergunta que fica após o término da leitura do livro é: Quem somos nós? O autor com perspicácia nos faz refletir sobre seu tema: a identidade. Nunca (ou poucas) vezes paramos para pensar quem realmente somos nós, criticamos nosso nome mas apesar de tudo ele é muito importante por pura e simplesmente definir quem somos.  A nossa identidade está intimamente ligada ao nome, não é a toa que ele tão importante e que passa através de gerações.
Outro questão é: Quem somos é definido pelas pessoas a nossa volta, é preciso que ela nos reconhecam para que nossa identidade tenha validade. Sozinho não somos ninguém, não precisamos de nome nem de nada que nos identifique o que mostra que não conseguiriamos viver isolados, se assim fosse dia após dia nossa mente declinaria e no viraríamos animais sem identidade.
Keith cria duas linhas de história que aos poucos se ligam até juntarem-se totalmente, uma delas é contada por  Aniday, o humano que se vê preso a uma idade eterna como um ser fantástico e tem que lidar com isso e se inserir no novo mundo que lhe é imposto e o novo Henry Day, o ser que roubou o corpo e agora vive entre humanos, luta para se adaptar a nova sociedade e à aqueles que o cercam, além de esquecer o seu passado. 
Para quem gosta de fantasia o livro é um prato cheio de aventura e emoção. Recomendado para todas as idades.

Minha nota: ☠☠☠☠☠☠☠☠☠☠ (10/10 Caveiras) 

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