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7 de março de 2012

Resenha: Noturno - Guillermo del Toro e Chuck Hogan



Noturno é  um daqueles livros que surpreendem, com uma capa super simples e uma sinopse que instiga a curiosidade de até quem não é fã do gênero sobrenatural:
Eles sempre estiveram aqui. Vampiros. Em segredo e na escuridão. Esperando. Agora é a hora deles.
Em um ano, Manhattan estará acabada. Em um mês, o país. Em dois meses… o mundo.
Um boeing 777 chega a JFK ocupando toda a pista. Todas as janelas estão quebradas, luzes apagadas, sem comunicação. As pessoas à espera de noticias, um alerta é enviado para o CDC. Dr. Eph Goodweather chefe do projeto Canário – uma equipe que investiga ameaças biológicas – é enviado para verificar o ocorrido. O que ele encontra é de gelar o coração.
 
Guillermo del Toro e do Chuck Hogan criam um livro memorável sobre vampiros, não tão poéticos como os de Bram Stocker, belos como os de Anne Rice ou lindos e superstars como os de Stephenie Meyer, seus monstros são macabros, de aparência feroz e de fome insaciável são destruidores de vidas. Chuck Hogan é um mestre do suspense e Guillermo del Toro mestre em fantasia, a união deles formou um livro frenético, como um filme as imagens  bem descritas nos prendem, somos engolidos pela história e no fim ficamos querendo mais. Algo que dá um toque extremamente belo a história são os interlúdios no qual é contada a história de Abraham Setrakian e por intermédio deles acabamos conhecendo a lenda de Jusef Sardu, que é emocionante.
     Com o recente sucesso  de livros sobre vampiros, Noturno se destaca por sua originalidade, os vampiros não são vistos sobre a ótica sobrenatural ou mitológica mas sim do ponto de vista biológico como parasitas, na verdade existem vermes que se alimentam dos nutrientes do sangue humano que infectam seus hospedeiros transformando-os em vampiros, um simples ataque e o verme entrar em contato com a pele já é o suficiente para passá-lo para frente, causando assim uma epidemia.
   Como diz Guillermo del Toro “Eu adorava ler boas histórias de vampiro. Mas histórias muito assustadoras de vampiros. Nada dessas histórias românticas de jovens lânguidos chupando o sangue de pessoas bonitas. Adoro a frieza das histórias dos mortos-vivos, a singularidade desses seres assustadores que vagam em busca de sangue novo.”

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